Impacto Ambiental das Salamandras a Lenha
A salamandra a lenha pode ter algum impacto ambiental positivo e, em determinadas situações, pode ser a escolha adequada. Se procura uma fonte de calor eficiente e opta pela combustão de madeira, a salamandra é uma boa opção. Embora não seja necessariamente a solução mais ecológica, comparada com outras alternativas pode representar uma escolha mais amiga do ambiente. Na Biopejs-Shop, damos prioridade à sustentabilidade, pelo que recomendamos sempre, do ponto de vista ambiental, as lareiras a bioetanol e, em seguida, as lareiras a gás antes das salamandras a lenha.

Onde Instalar a Sua Lareira
A salamandra, na opinião de muitos, exerce alguma pressão sobre o ambiente. Por isso, prevê-se que o uso de lareiras a lenha possa diminuir nas próximas décadas, devido ao crescente foco da sociedade na sustentabilidade. Este é, naturalmente, um facto que muitos fabricantes de lareiras têm em conta, razão pela qual a sua produção foca-se cada vez mais na eficiência ambiental e na economia de combustível.
Uma salamandra a lenha é frequentemente escolhida quando se consideram os custos de funcionamento, pois é económica em comparação com alternativas mais amigas do ambiente, como as lareiras a gás ou a bioetanol. No entanto, em termos de impacto ambiental, a salamandra não está no topo da lista. Seguem-se alguns factos relevantes sobre a queima de lenha:
- Em Portugal, utilizamos anualmente cerca de meio milhão de toneladas de lenha para aquecimento, poupando óleo de aquecimento. Esta prática reduz as emissões de CO2 no país em aproximadamente 1,3 milhões de toneladas por ano.
- A madeira é uma fonte de energia renovável, especialmente em regiões ocidentais, onde as florestas continuam a crescer. Em Portugal, plantamos mais árvores do que utilizamos para queimar, aproveitando apenas cerca de um terço do crescimento anual das florestas.
Nos estudos sobre o impacto ambiental das salamandras ao longo do tempo, considera-se que desde 2008 foram substituídas 150.000 salamandras na Dinamarca. Além disso, entre 20.000 e 25.000 salamandras são substituídas anualmente no país.
Nos últimos 11 anos, as salamandras dinamarquesas reduziram a emissão de partículas em 60% e impressionantes 20% apenas nos últimos 3 anos. A emissão de partículas está agora reduzida a 2-3 gramas por kg. O requisito legal dinamarquês é de 5 gramas por kg, e o requisito do Rótulo Ecológico Nórdico voluntário é de no máximo 4 gramas por kg de combustível (Instituto de Tecnologia).
Uma Salamandra Ecológica
O fumo de uma salamandra a lenha pode conter substâncias nocivas, incluindo partículas de fuligem e compostos de alcatrão. Além disso, essas substâncias podem emitir odores desagradáveis. Felizmente, em Portugal, existe legislação que assegura que as salamandras cumpram uma série de requisitos quanto à emissão de substâncias nocivas antes de serem instaladas.
Foram também estabelecidos diversos rótulos ecológicos para salamandras e lareiras em geral, o que facilita a escolha de uma salamandra adequada. No entanto, é importante notar que nem todos os fabricantes adotam esses rótulos, mesmo cumprindo os requisitos legais. Na comercialização de salamandras em Portugal, é comum encontrar as marcas CE ou CE+, embora estas não imponham necessariamente padrões de emissões mais rigorosos do que os exigidos pelas autoridades competentes.
Como Reduzir o Impacto Ambiental ao Usar uma Salamandra
Se a sua salamandra for um modelo mais antigo, por exemplo, anterior a 1995, é recomendável substituí-la por razões ambientais e económicas. Uma nova salamandra a lenha emite menos da metade das partículas de uma antiga e queima de forma mais eficiente, podendo reduzir o consumo de combustível em 40 a 50%. Em 2019 e 2020, o Estado ofereceu um prémio de abate de 2.000€ para salamandras anteriores a 1995.
Deve sempre utilizar lenha limpa e seca. Não comprometa a qualidade da madeira. O ideal é armazená-la no exterior, de preferência sob um telhado, colocada sobre uma palete e a 5-10 cm da parede para permitir boa circulação de ar. Quando a humidade da lenha for inferior a 18%, estará pronta para uso na salamandra. A humidade pode ser medida com um medidor de humidade, disponível em lojas de lareiras, de bricolage ou online.
Note que a queima de lenha é considerada neutra em CO2 e constitui uma forma de energia renovável, especialmente no contexto ocidental, onde há crescimento florestal contínuo. A combustão apenas devolve à atmosfera o CO2 previamente absorvido pela madeira.
Ao acender a salamandra, é importante começar pelo topo. Coloque pedaços de madeira maiores na parte inferior e empilhe paus mais finos no topo. Acenda a madeira superior e deixe que as chamas criem o fogo. Este método pode reduzir as emissões de partículas em até 80% durante a ignição.
Utilize sempre madeira limpa e seca, caso contrário a combustão será deficiente, gerando muito fumo e desperdício de combustível. É igualmente essencial fornecer ar suficiente para a combustão, por isso não feche a entrada de ar antes de as chamas ficarem azuladas. Pode controlar a combustão observando o fumo que sai da chaminé: deve ser quase invisível. Se o fumo for escuro ou tiver cheiro desagradável, indica combustão inadequada e deverá consultar um limpa-chaminés.
Como a Lareira Afeta a Qualidade do Ar
O clima interior é também um fator relevante ao considerar salamandras a lenha. Em Portugal, existem poucas medições sobre este tema. Em 2012, o Instituto Estatal de Investigação da Construção demonstrou que, ao acender e abrir a porta de uma salamandra, podem ser libertadas partículas no ar dentro de casa. No entanto, verificou-se que, ao acender a salamandra com a porta fechada — para uso normal — não ocorre libertação significativa de partículas na divisão.
As velas, por outro lado, podem emitir partículas em níveis muito mais elevados — até 50 vezes mais do que os valores medidos na queima de madeira. Estima-se uma concentração de 234 mil milhões de partículas por metro cúbico de ar. Assim, as velas surgem como uma das principais fontes de poluição por partículas no interior, seguidas por radiadores, fumo de tabaco e cozinhar.
Normalmente, não haverá partículas significativas no ambiente interior se forem instalados elementos de chaminé adequados. A depressão criada na chaminé e na salamandra garante que as partículas subam e sejam expelidas para o exterior, evitando que entrem na habitação. Deste modo, pode dizer-se que uma salamandra bem instalada contribui para melhorar o clima interior, graças ao aumento da troca de ar.
Ao instalar uma salamandra a lenha, os utilizadores geralmente conseguem elevar a temperatura das divisões. Um ambiente mais quente ajuda a secar a casa e reduz o risco de formação de mofo.